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[Resenha+Conteúdo Extra] A soma de todos os beijos (Quarteto Smythe-Smith - Livro 03) - Julia Quinn

15/03/2017

272 páginas || Quarteto Smythe-Smith #3 || Julia Quinn || Ano 2017 || Editora Arqueiro
Foto  e Resenha por Vanessa Lessa



  Vai ser um prazer imenso resenhar meu livro preferido da série quarteto Smythe-Smith. Em "a soma de todos os beijos" conhecemos melhor Lady Sarah Pleinsworth e Lorde Hugh Pretince. Esses dois já me chamavam a atenção desde os livros anteriores, então acabei criando muitas expectativas em relação a este terceiro livro. E, felizmente, minhas expectativas foram superadas.




Os livros de Julia Quinn já atingiram a marca de 10 milhões de exemplares vendidos. “Situações hilariantes, personagens magníficos e diálogos de morrer de rir. Uma história linda que é pura diversão!” – Library Journal. “Julia Quinn é famosa por sua escrita cativante e perspicaz. Suas tramas realistas mexem com nossos corações. Uma autora de referência, que serve de porta de entrada para os romances de época.” – NPR Books
Um brilhante matemático pode controlar tudo… A não ser que um dia exagere na bebida a ponto de desafiar o amigo para um duelo. Desde que quebrou essa regra de ouro, Hugh Prentice vive com as consequências daquela noite: uma perna aleijada e os olhares de reprovação de toda a sociedade. Não que ele se importe com o que pensam dele. Ou pelo menos com o que a maioria pensa, porque a bela Sarah Pleinsworth está começando a incomodá-lo. Lady Sarah nunca foi descrita como uma pessoa contida… Na verdade, a palavra que mais usam em relação a ela é “dramática” – seguida de perto por “teimosa”. Mas Sarah faz tudo guiada pelo bom coração. Até mesmo deixar bem claro para Hugh Prentice que ele quase destruiu sua família naquele bendito duelo e que ela jamais poderá perdoá-lo. Mas, ao serem forçados a passar uma semana na companhia um do outro, eles percebem que nem sempre convém confiar em primeiras impressões. E, quando um beijo leva a outro, e mais outro, e ainda outro, o matemático pode perder a conta e a donzela pode, pela primeira vez, ficar sem palavras.
                                



Lady Sarah, após três temporadas sem sucesso, está desesperada para se casar. A onda matrimonial que atinge sua família só faz ressaltar a realidade de sua solteirice. Existe ainda um motivo extremamente relevante para tamanho desespero, ela precisa se casar para se ver livre de uma vez por todas do quarteto mais desafinado do reino. Como vocês bem sabem o casamento é o único modo para que as meninas Smythe-Smith escapem de tocar no tradicional recital de música (se é é que podemos chamar assim) da família.
Hugh Pretince, é o filho mais novo do marquês Ramsgate. Desde pequeno ele é conhecido pela sua aptidão com os números. A sua capacidade de raciocínio acaba fazendo dele imbatível nos jogos de cartas. Ninguém ganha de Hugh Pretince. Isso até que, em um dia fatídico, as coisas lhe fogem o controle e ele acaba cometendo um erro incorrigível. Ao desafiar, impulsivamente, seu amigo Daniel Smythe-Smith para um duelo, Hugh termina sendo baleado pelo amigo e fica aleijado, e, não bastasse isso, seu pai fica tão enfurecido com o ocorrido que promete caçar e matar Daniel a qualquer custo, o que o obrigada a fugir do país. Anos depois, apesar de conseguir que Daniel volte para a Inglaterra sã e salvo, Hugh ainda vive com as consequências dos seus atos. Além de ter que conviver com as limitações físicas, o nobre ainda precisa suportar o olhar reprovador das pessoas. Dentre elas está Lady Sarah, que simplesmente não consegue perdoá-lo por todo sofrimento que causou a seu primo Daniel e sua família e o escândalo que se sucedeu.
Essa história tem o meu tipo predileto de enredo, amo quando os protagonistas inicialmente não se suportam. Sarah e Hugh não tem nada em comum, nenhum tipo de empatia natural. O pouco que se conhecem já é motivo suficiente para um querer distância do outro.


"Ele não gostava dela. Ele realmente não gostava, mas por Deus, ele venderia um pedaço da própria alma para poder dançar com ela."

Mas nem sempre querer é poder... Quando esses dois se veem obrigados a passarem um tempo juntos eles finalmente tem a oportunidade de se conhecerem de verdade. É aí, meus queridos, que a mágica acontece. Os olhos de Sarah se abrem para enxergar além do monstro destruidor de vidas e insensível que ela imaginava ser Lorde Hugh Pretince. Com o tempo Sarah percebe que Hugh é um homem gentil, inteligente, corajoso, lindo e que sabe ser doce quando quer. Ele não é nem o pouco insensível, e sim o oposto. Hugh se arrependeu pela atitude inconsequente do passado e fez tudo que estava ao seu alcance para minimizar as consequências de seus atos. É muito emocionante a forma como ela gradativamente vai mudando sua opinião a respeito dele. Nesse livro você se depara com um conjunto de pequenos gestos que mostram que Hugh merece ser definido por muito mais fatores do que somente seu erro. Afinal, quem nunca errou?
Mas Sarah não é a única atingida em cheio em seus pré-julgamentos. Hugh também tem suas opiniões confrontadas quando começa a conhecer mais a fundo a personalidade de Sarah. Ela é dramática. Isso é um fato. Mas será que ela é só isso? Ele tem a resposta quando Sarah floresce diante dos seus olhos, revelando-se uma mulher bela, doce, divertida, generosa. Quando eles menos esperam estão arrumando pretextos para desfrutarem um tempo a sós.


"Oh, oh, oh, Eu já sei! Hughnicórnios!"
Sarah parou. Esse ela não poderia ignorar. Com muita deliberação, ela marcou seu livro com seu dedo e olhou para cima. "O que você disse?"
"Hughunicórnios," Harriet respondeu, como se nada fosse mais comum. Ela deu um olhar astuto para Sarah. "Nomeado por causa de Lord Hugh, claro. Ele parece ser um tópico frequente de conversa."


Ah, os pequenos gestos... É isso que faz, para mim, o amor entre o casal se tornar crível. É algo além do desejo físico repentino, mas que se cresce aos poucos. É ler o livro e constatar que a Sarah tem MOTIVOS para o amar o Hugh (e muitos). E, por sua vez, o Hugh seria LOUCO se não se apaixonasse pela Sarah depois de tudo que conheceu sobre ela! De uma forma suave o livro trata de assuntos importantes como culpa, aceitação, segundas chances, perdão, amizade e, como não pode faltar, família. O ponto forte da Julia Quinn é criar famílias que nos encantam. Como aconteceu com os Bridgertons, nesta série não é diferente. As meninas Smythe-Smith são uma fofas, super engraçadas (principalmente as irmãs da Sarah), os diálogos passam uma noção de entrosamento entre elas impecável.
Porém, nem todas as famílias são só encantos... O livro também te apresenta o drama familiar vivido por Hugh Pretince, que sofre na mão do pai desde criança. O marquês é aquele típico aristocrata frio e cruel que só liga para perpetuação da linhagem. E por conta dessa ânsia por um herdeiro para o título ele cometerá verdadeiras loucuras, que farão você odiá-lo e muito. Mas não se preocupe, o final do livro é o ápice do brilhantismo. A Sarah subiu ainda mais no meu conceito demonstrando muita coragem e fibra quando precisou e acabou salvando o dia pondo fim a todos os problemas que se desdobraram desde aquele fatídico duelo. Viva a Sarah!!!

"Música não era tão diferente de matemática. Era só padrões e sequências. A única diferença era que eles estavam no ar em vez de em um pedaço de papel. Dançar era uma grande equação. Um lado era som, do outro movimento. O trabalho do dançarino era fazê-los iguais."
 Eu, sem dúvidas, recomendo a leitura deste livro. Tenho certeza que vocês irão se encantar com essa história assim como eu. E, para finalizar, o Hugh durante o livro levanta um questionamento interessante: "Que mulher iria QUERER um homem aleijado, com uma perna deformada?" É um pensamento totalmente coerente, considerando-se a época em que a história se passa, onde aparência e perfeição eram supervalorizados. Desta sorte, permita-me respondê-lo milorde. Eis o que eu te digo querido Hugh: Todas as pessoas que lerem esse livro vão se apaixonar por você! Pois você é um personagem incrível, cativante, que merece nossa admiração! E que bom que a Sarah te mostrou o quanto você merece ser amado e querido (sim, eu falo com personagens rs).

Você amou esse casal então venha da uma conferida em um cena extra que Lady Rohan fez  >>>        CONTEÚDO  EXTRA     

Nota: ★★★  (5/5)

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1 Comentário

  1. E ainda por cima ele é nerd!Adoro um nerd!❤❤❤Meu preferido!!!!

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