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[Resenha] Os mistérios de Sir Richard (Quarteto Smythe-Smith - Livro 4) - Julia Quinn

27/03/2017
72 páginas || Quarteto Smythe-Smith #4 || Julia Quinn || Ano 2017 || Editora Arqueiro
 Foto do Blog New Romance ||  Resenha por Lisanda Vieira



Esse livro trás uma trama super bem elaborada!

Eu fiquei ansiosa para descobrir os mistérios de Sir Richard. Ficamos intrigadas pelos motivos dele em relação a escolha da noiva e os porquês que isso desencadeia durante a história.



 Sir Richard Kenworth tem menos de um mês para encontrar uma esposa… Por isso sabe que não pode ser muito exigente. Mas, quando vê Iris Smythe-Smith ao violoncelo no tradicionalmente desafinado recital de sua família, pensa que o destino trabalhou a seu favor. Ela é o tipo de garota que não atrai muitos olhares, porém algo o faz ter certeza de que é a escolha perfeita. Iris Smythe-Smith já se acostumou a ser subestimada… Com seu cabelo muito claro, a pele alva e o jeito discreto, ela quase sempre passa despercebida, ainda que seja a única do Quarteto Smythe-Smith que realmente sabe tocar um instrumento – não que alguém consiga escutá-la em meio à cacofonia dos concertos. Por isso, quando o charmoso Richard Kenworthy pede para ser apresentado a ela, Iris fica envaidecida, mas também desconfiada. E quando o pedido de casamento dele se transforma numa situação comprometedora, Iris tem a sensação de que ele está escondendo algo… ainda que Richard pareça mesmo apaixonado e que o coração dela esteja implorando para que diga sim.






Sir Richard vai até Londres, e sem convite ou obrigação comparece ao concerto anual das Smythe-Smith. Daí já começa a estranheza! Quem em sã consciência faz uma coisa dessas de livre e espontânea vontade?! Um desesperado, talvez?! Ele começa a selecionar uma possível pretendente no quarteto, e Iris Smythe-Smith é a escolhida para ser seu alvo. Richard não quer levar para casa uma esposa fútil, pedante, coquete... Ele não gostaria de casar com ninguém, na verdade, mas circunstâncias misteriosas o levam até Londres e ele precisa agir rápido. 

Ele, mesmo sem esperar, acaba ficando um pouco fascinado com a figura daquela garota quase etérea e com cabelos ruivos claros, que toca violoncelo (até que bem, diga-se de passagem - um fenômeno, sendo ela uma Smythe-Smith) e que parece querer se esconder atrás dele! Ele começa a cortejá-la, mas sabe que não tem muito tempo e então coloca em prática seu plano... Ele precisa urgentemente levar uma esposa para casa.

Por quê?! Mistério... Richard compromete a moça e força um casamento imediato. Fase 1 de seu plano realizada com sucesso. Mas, e sempre haverá um "mas", Richard começa a se sentir culpado por envolver Iris no seu plano. Ele não esperava que a culpa fizesse parte do pacote. Ele começa a gostar da companhia dela e a se sentir atraído por ela... mas, como eu disse sempre há um "mas", ele casou e não pode tocar na esposa. E tudo que sabemos que na hora em que ele revelar os seus motivos para Iris ela irá odiá-lo, e quanto mais o tempo passa, mais difícil resistir a sua bela esposa e também mais complicado conviver com a culpa e medo de não ser perdoado por ela.

"Mesmo se ela o perdoasse, e ele estava começando a acreditar que ela perdoaria, ele jamais perdoaria a si mesmo. Ele a machucou profundamente. Ele a escolheu para esposa pelos motivos mais repreensíveis possíveis. Era apropriado que agora ele a amasse tão ardentemente."


Iris Smythe-Smith foi uma mocinha esplêndida. Gostei muito dessa personagem. Primeiramente, ela sempre manteve os pés no chão, e sempre soube que havia algo estranho na forma como Sir Richard havia se aproximado. Ela tecia o sonho de que ele realmente estava interessado nela, claro. Mas no fundo ela questionava muito, e não se convencia. Até que no momento que ele arruína a reputação dela, ela sabe que tudo foi arquitetado e já que não tinha mais remédio ela levaria o casamento adiante. Então o homem que a cortejou de repente começa a rejeitá-la na cama, mas é um sedutor nato quando pode... Isso a confunde mas ela não consegue resistir e começa a jogar esse jogo sem sentido e então sem perceber se descobre apaixonada.

[...]“Eu te amo,” ele disse. Não era isso que ele planejou dizer, pelo menos ainda não, mas lá estava, o mais importante e precioso de tudo."

Quando tudo parecia estar dando certo, e Iris achava que era questão de tempo para que Richard também se apaixonasse, o segredo que ele escondia vem à tona. Decepção, mágoa e raiva transbordam do coração de Iris... Ela se sente humilhada e ferida. Claro que a essa altura, Richard já está caidinho pela nossa mocinha astuta e inteligente. E então começa a corrida do "me perdoa, eu tinha motivos"... E quer saber?, me colocando no século XVIII e pensando como o Richard, eu achei super coerente as escolhas que ele fez. Se prestar muita atenção na história você descobre por si só o grande mistério. Eu juntei as peças e quando o motivo foi revelado eu pude dizer "eu sabia"!! E também, "Meu Deus! Não acredito!". Depois de muitas conversas e pedidos de perdão, o casal encontra a saída desse redemoinho de trapalhadas, mentiras e mal entendidos, e enfim tem o seu tão esperado final feliz.


“Eu te amo tanto que chega a doer às vezes, mas mesmo se eu soubesse eliminar a dor, eu não o faria, porque essa dor pelo menos é alguma coisa.”

Gente, a Julia Quinn não esfrega na cara o mistério. Ela não entrega de bandeja! Tem que ter atenção!! A escrita dela foi impecável mais uma vez. Eu li apenas a série Os Bridgertons e essa do quarteto, mas com certeza esse 4° livro está no topo da minha lista. Adorei. Recomendo muito Julia Quinn, recomendo sempre!!

“Eu te amo, e se você permitir, eu passarei o resto da vida provando isso para você.” 

                                


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